Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

- Open BTT Cartaxo 2010

1º Open BTT Cartaxo - 30 Abril de 2010

 

No passado dia 30 de Maio, realizou-se na consagrada cidade do Cartaxo, mais um bom evento de btt. O tempo fazia querer que se iria passar um grande dia a pedalar…

 

 

Cheguei por volta das 8h ao complexo desportivo da Quinta das Pratas. Madruguei para não apanhar o congestionamento frequente no secretariado. Depois de tudo preparado e já em cima da minha menina, fui dar umas voltas de aquecimento na companhia do meu amigo Pedro Amaro. Depois de alguma confusão para saber em que direcção seria a partida, posicionamo-nos na linha de Partida/Chegada. O controlo “0” que vinha mencionado no programa, afinal não aconteceu, daí alguma confusão. Eram 9h30m em ponto quando se deu a partida com a contagem decrescente do “speaker” amigo “Chamusco” (Companheiro de pedaladas nos eventos da Selinda BTT – Sertã). Partimos a todo o gás. Pus-me na roda de um atleta da ribabike (que ganhou a prova de 65km). De seguida passa o companheiro das provas da taça, o Ismael da equipa Barbo Racing, que ia com pressa de chegar ao fim. Aí ficamos isolados do resto do pelotão. Ao km 4 tive o 1º azar do dia, um furo no pneu da frente. Com jeito tentei que o líquido tapa-se o mesmo, parecia que tinha estancado. Boa!!! Seguindo caminho junto à A1 num constante sobe e desce, seguíamos os 3 a fundo atrás das motas. Sem dúvida que o Gonçalo Pereira , que representava a Equipa da RibaBike, estava com força para pedalar, distanciando-se um pouco de nós a cerca de 200mt. Fomos no encalço dele. Depois de passar a manilha do Auto-Estrada, entramos num eucaliptal que tinha trilhos com bastante vegetação. Requeria alguma atenção para não levar com um galho na cara. Cedo nos apecebemos da marcação desajustada, pois as setas e fitas, muitas vezes estavam mal posicionadas estando depois dos sítios onde se devia virar ou “escondidas” dentro das curvas. A atenção tinha que redobrar. Entretanto o pneu não me dava tréguas e com uma pequena distracção segui em frente, ouvindo o Ismael a gritar “ESQUERDA”!!! A partir daqui fiquei sozinho, avistando o Ismael de vez em quando, uns 400/500mt distanciava-me dele e para o apanhar tinha que me esforçar demasiado, portanto segui no meu passo. Um pouco mais a frente deparei-me com 2 atletas “perdidos”, ao passar perguntei se tinham perdido, confirmou-se a minha suspeita. Km 13, foi a 1ª paragem do dia para encher o pneu da frente com espuma, há dias de azar!!! Seguindo caminho, entrava-se numa zona de trilhos muito divertida e com alguma pedra, e com alguma demência a descer por cima das pedras, consegui avistar os 2 atletas que iam na frente! Motivei-me para os tentar apanhar. Estava agora junto da povoação da Torre da Penalva, onde o caminho entrava num trilho a direito mal definido, que escondia um grande perigo. Um vala de cimento e pedra, de escoamento da água, surgiu do nada fazendo a suspensão absorver as bainhas na integra. Por pouco não saí a voar pelo guiador. Um local muito perigoso e mal assinalado. Retomando viagem até ao alcatrão para ir descer a toda a velocidade até ao 1º ponto de separação. Quem ousou ir para a distância maior, iria deparar-se com uma parede na verdadeira ascensão da palavra. Passámos da cota 45 para a 109 em apenas 400mt. Até a caminhar era difícil de ter tracção, que dureza!!! O GPS contabilizava 22km nesta altura. A seguir viria uma zona muito divertida de singles com dificuldade a subir e a descer, onde aproveitei a minha técnica para me divertir e tentar progredir mais rapidamente! Depois de passar por umas propriedades vinícolas, dava para ver o próximo desafio, outra parede. Desta vez era ciclavel remetendo-nos bem lá para o topo do monte. 800 mt de estradao branco e com muita brita que dificultava a tracção em algumas zonas. Para quem vinha a rolar dentro dos 30km/h, apanhar 2 paredes seguidas desta envergadura, não era pêra doce.

 

 

Entrámos na 1ª povoação, mas parecia pouco habitada, tal era a inexistência de pessoas na rua. Daí seguimos até Alforgemel onde tivemos que vencer mais uma subida para chegar à povoaçao. Rolando por entre campo verdejantes onde a primavera imperava, o percurso estava repleto de flores e pequenos insectos. Vila Nova do Coito foi o nosso próximo destino onde se situava o 2º e último reforço até à chegada. Descendo a toda a velocidade direito à Ribeira de Almoster que viria a ser nossa companheira por alguns km, entravamos num single fantástico onde a velocidade fazia disparar a adrenalina por todo o corpo. Aí denotei que a pressão no pneu estava em baixo tendo que dar outra carga de espuma selante. Pouco depois avistava-se uma placa da organização que anunciava “Água”. Era a travessia da Ribeira, passei com cuidado por dentro de água sentindo a bicicleta a saltitar por cima das pedras submersas. Pouco depois cruzávamos o caminho com o outro percurso, onde existia varias fitas, felizmente segui o caminho certo. Cruzar caminhos pode criar desorientação se não estiver alguém da organização no local. Chegámos ao Casal da Charneca com 45km no GPS, vim sempre sozinho até então, nunca tendo avistado viva alma. Estávamos perto! Mais a frente surgia já próximo do Auto-Estrada a 2 divisão dos percursos, onde era também o controlo de passagem. Segui solitário de novo. Mas desta vez por pouco tempo. Unia-me de novo aos atletas dos 40km mais a frente. Ao km 54 surgiu o ultimo azar do dia, numa curva apertada com sinalização “escondida”, com uma vala pequena no meio e com alguma velocidade elevada à mistura, o pneu com pouca pressão dobrou tendo descolado da jante. Caí no chão com a perna agarrada a bicicleta. Levantei-me rapidamente e deparei-me com o cenário pior. Sem câmara de ar, sem bomba e sem espuma, tive de me contentar em ir a pé. Queria defender o 3º lugar, mas estava ainda a 5 km da meta. Depois de umas almas caridosas cederem câmaras de ar incompatíveis continuei a correr levemente. Houve até atletas que me queriam dar a sua roda, ou a bicicleta, mas decidi que não iria deixar alguém no trilho por causa de um esquecimento da minha parte. Segui a correr pelos estradões a fora. Na chegada ao Cartaxo, cerca de 1.5km da meta fiquei espantado quando vejo o Ismael a passar por mim. Tinha tido alguns azares e chegou a perder-se no percurso. Chegou ao fim e ainda fez 2º lugar. Entre caminhar e corrida cheguei a correr a meta classificando-me em 10º na geral e em 2º lugar na minha categoria, Veteranos A.

 

Conclusão

 

Adorei os trilhos embora necessitassem de melhor sinalização e limpeza nas zonas perigosas. O padock não podia ser melhor, com banhos quentes para todos. O almoço foi no pavilhão de exposições, um local fresco com muito espaço para almoçar e conviver depois do almoço. Tive de me vir embora mais cedo não vendo a entrega dos prémios, mas a minha opinião global foi positiva. Basta melhorarem alguns pontos e poderão contar com a minha presença para a próxima ediçao. Boas pedaladas e até para o ano!!!

Carlos Vitorino às 00:59
|

MENU

RESCALDOS

- 2º Encontro Cannondale

- Pedestre no Barril

- Geo-Raid Estrela '10

- 1º Encontro Duros '10

- Alvalade-P.Côvo 2010

- Idanha/Zarza 2010

- Open BTT Cartaxo 2010

- Trilhos de Ota '10

- Geo-Raid Ald. Xisto 08

- 4º Raid Oeste '08

- Raid Selinda BTT 2008