Domingo, 16 de Maio de 2010

- Alvalade-P.Côvo 2010

Alvalade - Porto Côvo - Alvalade - 16 de Maio de 2010

 

Dia 16 de Maio, foi a data escolhida para a 12ª edição deste evento. Ninguém fica indiferente a esta prova, com tanto sucesso de ano para ano, ninguém quer ficar de fora. Mais de 1500 participantes marcaram presença assídua para se deslumbrarem por trilhos alentejanos.

 


 

Pouco passava das 8h quando avistei a placa de Alvalade, seguido de um carreiro de automóveis com bicicletas nos suportes, parecia que íamos entrar num formigueiro.

As ruas estavam repletas de riders e as suas belas “montadas” prontas a rolar. Dirigi-me ao secretariado, que estava bem organizado, sendo rápido e eficiente. Volvi meia volta fazendo paragem obrigatória na mesa do pequeno-almoço. Juntava-se quase uma centena de vorazes bocas a saciar-se com saborosas sandes e sumos. Depois de tudo pronto e afinado era hora de partir. As 9h deram a partida. A locomotiva de bravos atletas partiu a todo o vapor, mas porém teve de abrandar abruptamente devido à passagem na rotunda onde ainda se encontravam alguns entusiastas a perfilar por chegaram tarde. Criou-se alguma instabilidade que rapidamente dissipou passados poucos metros. A locomotiva levava lume alto, e à saída da povoação a velocidade excessiva poderia dava multa a alguns. Com o pelotão disperso, a entrada nos trilhos deu-se sem problemas. Com os sobreiros a proporcionarem o destaque da paisagem, os trilhos eram um pouco areosos, mas sem problemas de maior. Com um constante sobe e desce, parecia um verdadeiro carrossel de feira. Seguido de uma passagem por uma conduta de água, deparávamos com os arrozais, o espelho de água reflectia o azul do céu que nos presenteava com um sol reconfortante. A rolar perto dos 40km/H ao lado das condutas de água num pavimento bom, foi alvo para que se criasse grupos que se ajudavam a rolar. São Domingos era o primeiro reforço, e a primeira fonte de motivação, tal era o numero de pessoas na rua a apoiarem a nossa passagem. Mais adiante deparámos com algumas passagens nas ribeiras da região davam oportunidade de tirar o pó e molhar os pés, embora não apetecesse, mas até sabia bem! O 2º abastecimento era em Vale de Agua onde parei para comer uma laranja e esperar pelo Alexandre, afinal queria ver o desempenho dele, face aos treinos que tem efectuado, ele estava possante! Pouco tempo depois, seguimos a nossa jornada.

 

 

A passagem em pequenas quintas era um regalo para a vista, observando o gado a pastar, as casas tipicamente construídas nos padrões da região, são pequenos mimos para as pessoas que vivem nas grandes cidades. Um “mix” de sobreiros e eucaliptos, seria a flora ate ao 3º abastecimento que se situava junto da Barragem de Campilhas ao km 36. Parei e saciei-me com um belo Bolo Rainha e uma valente sandes de carne assada. Cercal do Alentejo era a morada do 4º abastecimento, de onde saímos a subir, fazendo uma pequena incursão pela serra. No vale entre o Cerro da Abutreira e o Cerro da Pedreira, descia-se a grande velocidade, baixando a temperatura alta com a brisa que se fazia sentir. Iríamos entrar em breve num trilho que mais se parecia à Amazónia. Fetos enormes e arbustos densos predominavam esta zona destacando-a do resto do percurso. Daqui ate Porto Côvo passamos em pequenos lugares e quintas, cearas de trigo repletas de Corvos famintos. Sentia-se a frescura e o cheiro da maresia! Brevemente iríamos chegar à linha costeira. A chegada a Porto Covo deu-se por trilhos junto ás arribas das praias e falésias que contornam este recanto de Portugal. Entrando no Largo do Marquês em Porto Côvo, o arraial estava montado, centenas de pessoas enriqueciam esta zona, alguns ficariam por aqui, mas tive de seguir caminho, invejando quem estava nas massagens. Descendo pelas ruelas, passámos a baía da povoação, para seguirmos rumo a Alvalade.

 

 

Ao km 73 foi paragem obrigatória! Parei para me saciar com 2 sandes de carne assada, para equilibrar o estômago, pois viria uma grande subida para transpor parte do Cerro da Abutreira. Aos 76km o percurso unia-se durante 700 metros, nos quais me espantei com o facto de ainda haver atletas a ir a PC e com intenções de regressar a Alvalade, marcavam 13h no relógio, o calor já mordia na pele. Esta 2ª parte do percurso é conhecida por ser mais plana e sem dificuldade, mas o calor, a solidão dos poucos participantes, e o cansaço eram determinantes para a sua conclusão. Vim rebocando alguns companheiros, motivando-os com algumas fotografias e boa disposição. Na freguesia de Bicos parámos para abastecer o estômago e a alma de boas sensações antes de retomar os trilhos. Grande parte do regresso foi feita na companhia do canal de irrigação que transportava um bom caudal de água.

 

 

Fiquei tentado a experimentar, mas antes que os meus companheiros seguissem o meu exemplo, esqueci a ideia e vim pedalando com determinação a ajuda-los a chegar ao fim. “És a bebida energética que me faltava” foi a frase do dia, proferida pelo companheiro Luís Beltrão que veio no grupo comigo, já tinha sido vitima de 4 furos e salvei-o do 5º quando avisei de uma cancela de arame farpado deitada num trilho de areia. Com grande espírito de entreajuda e amizade pelo desporto que nos une, chegámos ao fim com um sorriso de orelha a orelha. Seja em competição ou em lazer, o amor por andar de bicicleta de montanha ao ar livre é o maior prazer que temos e faze-lo com boa companhia é ouro sobre azul. Este evento é óptimo para fazer um bom treino (para quem anda em competição) podendo ir mais no relaxe e acompanhar os velhos amigos destas andanças, relembrando os velhos tempos, e para quem o faz só por lazer não deixa de ser um dia inesquecível com grandes sensações repleto de espírito BTT. Seguiu-se um reconfortante banho para ir almoçar, recarregando as forças dispendidas. As marcações estiveram bem e os abastecimentos de brindar aos céus. A organização contou com o apoio da C.M. Santiago do Cacém, Santiago de Sines e as J.F. de Alvalade, S. Domingos, Vale de Agua, Cercal do Alentejo Porto Covo e Bicos para materializar este evento. Não podemos deixar de frisar a ajuda dos B.V. de Alvalade e Cercal do Alentejo, assim como a GNR que atestaram a segurança da prova.

Destaque para a oferta de uma medalha simbólica ao participante Aníbal Judas que tem 65 anos e finaliza os 120km à 6 anos. Muitos parabéns! Um abraço ao companheiro Vítor Gamito que pedalou a velocidade cruzeiro, e a todos os que partilharam a essência deste grande dia de BTT. Boas pedaladas e até para o ano!!!

 

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Alvalade – Porto Côvo – Alvalade - 16 de Maio de 2010
Carlos Vitorino às 01:04
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